3 coisas que ninguém te contou sobre pós-parto

 

vida sexual após os filhosshutterstock.com

A mulher engravida e todos falam sobre as delícias da maternidade. Comentam sobre a sensação maravilhosa de gerar uma vida (e esquecem de dizer que ela vem acompanhada de dores nas costas, sono, enjoos). Também dizem que os filhos são corações fora do corpo e que o amor é infindável – sem mencionar que o cansaço também!

A verdade é que a gente cresce ouvindo uma versão romanceada da maternidade. É só na hora que o bebê nasce que muitas mulheres percebem quanto não estavam preparadas para aquela mudança. Eu mesma achei que o mais difícil que eu precisaria aprender era virar o corpinho molhado da Babi na hora do banho… Hahaha!

Difícil mesmo são os primeiros meses com o bebê. O pós parto é um período muito delicado de adaptação tanto para o bebê, quanto para a mãe e o pai. O cansaço bate, o casamento esfria e a rotina muda. Os hormônios estão loucos tentando voltar aos seus lugares de origem, os peitos vazando leite e ainda há os desafios do início da amamentação – tema que, felizmente, todo mundo tem uma experiência para trocar, um palpite para dar ou um produto/serviço para indicar. Já notaram isso?

Mas há um outro lado do início da vida com um bebê que ninguém me contou – e ele tem relação com o seu casamento. Prepare-se para ouvir algumas verdades!

1- Você não vai querer transar.

Não é nada pessoal contra o seu marido. Se o Ryan Reynolds aparecer só de toalha no seu quarto, é capaz que você nem perceba (e, se perceber, vai pedir para ele buscar uma fralda no criado mudo). Nos primeiros meses com um bebê, nossa cabeça e nosso corpo estão uma bagunça. Você se sente exausta, tenta entender o novo papel e, muitas vezes, odeia o que vê no espelho. Parece que nunca mais na vida você vai sentir desejo de novo – ao contrário do seu parceiro, que está riscando na agenda quantos dias faltam para o resguardo acabar.

2- Na primeira vez que você tiver relação sexual depois do parto, pode parecer que voltou a ser virgem.

Sim, pode doer. E, má notícia: pode ser que as coisas não melhorem nem na segunda nem na terceira vez. Um dos motivos para esse problema é a falta de lubrificação – e ela pode acompanhar você até quando parar de amamentar. Isso mesmo! A prolactina, hormônio da amamentação, inibe a produção de estrogênio pelo ovário. Um dos papéis desse estrogênio é manter o revestimento da vagina úmido e saudável. Por isso o ressecamento vaginal é bem comum nessa fase. Pelo menos 70% das mulheres que amamentam sentem essa sensação de “secura” – e que não necessariamente está relacionada à falta de desejo. Por mais que você esteja excitada, seu corpo simplesmente não umidifica! É uma questão fisiológica! Por isso, para facilitar na hora, é importante lubrificar. E não precisa parar no meio do ato para passar lubrificante. Existem hidratantes vaginais que melhoram o problema, deixando a vagina hidratada por até três dias. Pergunte para o seu médico e faça o teste. Você pode solicitar uma amostra grátis do hidratante Vagidrat pelo site . Sinceramente? Esse tipo de produto praticamente precisa estar na lista de compras do enxoval do bebê!!! hahaha

3- Voltar a ter relação sexual vai te ajudar a se encontrar.

Quando o bebê chega, parece que nada nunca mais será como antes. De fato, um bebê muda muito a rotina, mas a gente não deixa de ser a pessoa que éramos, de curtir as coisas de antes. Portanto, vai chegar um momento em que você sentirá necessidade de sair da “bolha” da maternidade. Você vai querer se reencontrar!!! E seu parceiro pode te ajudar muito nessa hora. Voltar ao sexo – e ter prazer – faz parte do processo de se despir do papel de “mãe” e voltar a ser mulher – mas na versão com upgrade, claro.

 

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 Não se esqueça, essas alterações podem acontecer com qualquer uma de nós e aos poucos tudo vai se ajeitando, retornando aos seus antigos lugares ou tomando novas posições afinal, a vida é isso mesmo, né? Vamos nos reinventando todos os dias.  Te convido a solicitar uma amostra grátis do hidratante Vagidrat : www.vagidrat.com.br

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40 dias

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o primeiro mês do bebê em casa é sempre desafiador. Quando temos outros filhos então passa do status desafiador para complicado. Mas seja desafiador ou complicado, ter um recém-nascido é acima de tudo uma delícia. Cada dia uma novidade nesse primeiro período.

A gente vai se conhecendo – e reconhecendo – e se adaptando, mãe, bebê e o restante da família. A rotina vai se ajustando e os novos horários e demandas se estabelecendo. Quando mantemos a calma e deixamos tudo fluir, esse processo acontece naturalmente, vai por mim!

Já se vão 40 dias que nossa princesa chegou transformando nossas vidas e nossa casa e posso te dizer que tudo passa!

Tudo passará!

Rápido como um foguete e por isso, os dias turbulentos, os banhos que não tomei como gostaria, as costas que doem e as noite em claro, serão apenas uma lembrança doce com cheirinho de RN logo mais.

Não me desgasto com a falta de convívio social desse começo e  a partir de agora aos poucos vamos voltando aos programas antigos. Aos poucos.

Essa fase delícia em que eles tiram várias sonecas ao dia vai logo acabar e os dias ficarão mais longos e agitados e espero que a noites ainda mais tranquilas. Tive a sorte de receber um bebê que dorme –  desde o hospital – a noite toda. Acorda noite ou outra por volta das 4…4 e meia para uma mamadinha me tirando do sono por 20 minutos e vai até as 8. Espero muito que isso se não mude!!

De resto, é o que a vida vai nos mandando. Um desafio por dia. Um almoço atrasado, uma unha descascada, um filho sem camiseta da escola limpa, a casa funcionando na medida do possível. Quem liga para essas bobagens cotidianas quando se tem olhos brilhantes como esses para admirar o dia todo?

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A minha quarentena acabou e eu já deveria ter voltado a realizar algumas das tarefas que o mundo espera de mim, mas querem saber? O mundo que espere o nosso tempo…ainda estamos curtindo a rotina de ninho e não vou apressar nadinha.

um beijo

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Tudo começou // antes do nascimento

parto hospitalar humanizado

 

Nossinhora! Lá se vai um mês, 30 dias, 4 semanas que ela chegou. Já somos 5 !

Fiz com o maior carinho do mundo muitas anotações ao longo desse tempo para montar o quebra-cabeça do relato do nosso parto.

Ficou lindo!!

Antes de publicá-lo aqui e compartilhar com todos vocês como foi que tudo aconteceu naquele dia – semana na verdade, pois entrei em trabalho de parto na madrugada de segunda pra terça e Amelie só nasceu na quinta – gostaria de deixar aqui nessas linhas algumas considerações.

Nunca fui a louca do parto. Não sou ativista. Não indico ou repreendo nada e  não acredito que certas escolhas façam de mulheres mães melhores ou piores. Acho importante –  e lindo – incentivar práticas saudáveis e benéficas à mães e filhos, mas também respeito quem simplesmente “não pega esse canal” e  faz escolhas que respeitem somente seu próprio limite ou desejo. Acho justo, cada cabeça uma regra!!! Viva as diferenças!

Ah, o mais importante, quero contar aqui como cheguei – ou chegamos – ao caminho que decidimos tomar, ao parto que acreditamos ser o melhor para todos nós.

Eu realmente comecei essa busca sem saber o que estava procurando!

Bárbara nasceu de uma cesárea necessária, estava em posição pélvica e foi minha escolha, totalmente consciente. Entrei em trabalho de parto durante a madrugada e ela nasceu – linda, loura e de olhos azuis – no início da manhã.

Theo nasceu com 38 semanas – depois comprovadas  37 semanas – em uma manhã de consulta de rotina, a médica me disse que os batimentos cardíacos não estavam legais, que ele poderia entrar em sofrimento e eu – sabendo que estava sendo enganada porém, sem coragem de contradizer uma opinião médica ( blááá) – cedi a pressão e me submeti a minha segunda cesárea. Essa foi dolorosa, não só na preparação, pois fui chorando sentindo meu trabalho de parto roubado, como no pós parto. Tive minha segunda cesárea, um bebê saudável e de brinde ganhei um problema na cervical ocasionado – segundo minha ortopedista – pela anestesia.

Vida seguiu e eu sempre me peguei pensando em como seria um parto “normal”. Eu queria tanto ter passado por isso.

Entendia por parto normal o que hoje sei que de normal não tem nada e quando engravidei novamente só tive coragem de pensar nisso às 27 semanas.

Com a proximidade da data chegando, encontrei amigas que estavam seguindo pelo caminho do parto humanizado, com respeito e zero procedimentos desnecessários, mas naquela época, ainda não entendia do que se tratava tudo isso. Não estava nessa vibe, não era meu mundo.

Buscava pela “fuga” da cesárea e não por um parto de fato normal. Normal pra mim naquele ponto eram os partos cheios de procedimentos desnecessários e claro, uma analgesia e não achava essencial pesquisar sobre os ainda mais desnecessários procedimentos que os bebês são submetidos todos os dias, aspirações, vacinas,corte precoce do cordão umbilical…nada disso fazia parte das minhas preocupações ainda.

Acontece que conforme fui mergulhando nesse mundo, pesquisando e conversando com médicos, depois encontrei aquela que viria a ser minha doula e ouvindo muito o que as amigas – principalmente uma…Analu! – tinham para compartilhar sobre tudo isso me senti num caminho sem volta.

Depois que conheci as reais necessidades, os procedimentos e compreendi muita coisa sobre nascimentos, não consegui aceitar nada menos do que um ato natural e humano, tanto para mim quanto para meu bebê. É difícil se submeter as atrocidades que acontecem em partos nada normais, em posições desfavoráveis, sem respeitar os desejos da família.

Aspirar, pingar colírios e não dar o direito de um bebê se beneficiar de todo o sangue de seu cordão umbilical – bebês que têm o cordão cortado assim que nascem perdem até 30% do SEU sangue –  são pontos que não se pode ignorar. A ignorância pode até ser uma benção em alguns casos, mas quando falamos de bebês inocentes e mulheres em momentos tão vulneráveis…como é difícil admitir isso! Sei que em muitos casos essa é a única opção possível para quem como eu busca fugir de uma cesárea desnecessária, afinal partos assistidos por equipe humanizada na maioria – se não em todos – dos casos não são cobertos por planos de saúde, e nem poderiam com o valor baixo que esse sistema paga os profissionais. Tem muito trabalho, tempo, dedicação e entrega para  respeitar verdadeiramente a natureza.

Me lancei de corpo e alma – e medos –  e cheguei aos poucos a uma equipe humanizada e que mesmo com minhas prévias cesáreas toparam encarar essa jornada comigo e acreditem, isso tudo só aconteceu próximo das 33 semanas!! Nunca é tarde para se tomar essa decisão.

Minha médica só me deu um conselho: Tente sem anestesia, assim será melhor para controlarmos tudo.

O hospital que havíamos escolhido não tinha nada de humanizado,mas tinha um uma UTI neonatal para qualquer intercorrência. No dia em que Amelie resolveu estrear nesse mundo ela estava sem vagas e acabamos optando por um outro que para minha surpresa tinha um sala de parto super convidativa e foi então – antes nunca tinha me passado pela cabeça – que a banheira da doula entrou em cena e o parto na água se tornou uma possibilidade.

Por que estou contando tudo isso antes do meu relato de parto?

Para te mostrar que nunca é tarde para se informar e que se for sua vontade – qualquer que seja – se informe sobre tudo que envolve sua decisão e quais são os caminhos possíveis.

Para ter um parto como planejado não basta querer, tem que se informar e correr atrás. Também quero deixar claro aqui que esse terceiro parto foi um sucesso pra mim, foi melhor do que eu imaginava e nem por isso foi mais intenso do que os anteriores, pelo contrário! Ele me fez ver que cada mulher deve escolher o que lhe faz feliz e na medida do possível “peitar” o mundo todo e escolher ter um parto na água, na chuva ou na fazenda, de cócoras ou de ponta cabeça…uma cesárea eletiva, um parto com plantonista no PS. O que couber no bolso e no coração, no final das contas isso

não  muda em nada o amor que sentimos por cada filho. <3

Ah, estou contando tudo isso, nesse texto desconexo por motivo de: Senti vontade e como ainda estou cheia de hormônios, resolvi não me contrariar!! kkk

continua…

mas sem mimimi

 

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Tireoidite do pós-parto // saúde

DEPRESSAO-POS-PARTO

-fonte: Shutterstock

Nem sempre o que parece é o que de fato… é!

A quantidade de mulheres acometidas por uma espécie de melancolia, tristeza ou irritabilidade , após darem à luz a seus bebês não é pequena. Mas como isso acontece justamente em um momento esperado e que deveria ser de muita alegria e amor?
O organismo da mulher passa por diversas mudanças hormonais que consequentemente podem afetar o sistema nervoso central. Mas existe diferença entre tristeza e depressão pós-parto, segundo o médico psiquiatra e supervisor do Ambulatório de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo Frederico Navas Demétrio, “a tristeza pós-parto é quase fisiológica. Dependendo da estatística, de 50% a 80% das mulheres apresentam certa tristeza, certa disforia e irritabilidade que têm início em geral no terceiro dia depois do parto,  dura uma semana, dez, quinze dias no máximo, e desaparece espontaneamente. Já a depressão pós-parto começa algumas semanas depois do nascimento da criança e deixa a mulher incapacitada, com dificuldade de realizar as tarefas do dia a dia”.
Sim, uma certa tristeza é comum, e acho até que raros são os casos de relatos de alegria absoluta! Acho lindo quando ouço um história assim, perfeita. Mas essas não correspondem a maioria e além das mudanças hormonais há ainda  mudanças de rotina, horários. São muitas coisas novas que chegam em um espaço de tempo muito curto, e a gente pode até se preparar, mas é bem fácil sucumbir a tanta pressão e responsabilidade.

Pois é, os clássicos sintomas da depressão pós parto também podem facilmente ser confundidos com os que ocorrem em um outro caso, em um distúrbio da tireóide chamado Tireoidite de Hashimoto. Já ouviu falar disso??

O estudo realizado pela endócrinologista Maria Fernanda Barca, especialista pela USP, aponta que gestantes têm sete vezes  mais chances de apresentar uma tireoidite de hashimoto no pós parto.

Cansaço, quadros depressivos, desânimo, falta de concentração e excesso de peso podem ser indicações de uma doença que afeta, principalmente, mulheres entre 20 e 40 anos: a tireoidite de Hashimoto (uma doença auto imune, caracterizada por uma inflamação na tireóide causada por um erro no sistema imunológico). No pós-parto, mesmo mulheres sem doença de tireóide podem evoluir com quadro de excesso de função (Hipertireoidismo) ou evoluir direto para Hipotireoidismo, quando a glândula produz menos hormônio, podendo levar à tireoidite de Hashimoto.

Esse estudo mostrou que, no pós-parto, mulheres que apresentaram alterações ao ultra-som e ou anticorpos contra a tireóide positivos, têm sete vezes mais chances de desenvolver a tireoidite. “Durante a gravidez, o sistema imunológico fica alterado para não haver rejeição ao feto. Quando o bebê nasce, os anticorpos voltam à ativa e eles podem investir contra a tireóide como se esta fosse um órgão estranho – ‘inimigo’-, causando uma inflamação”, explica a endocrinologista Maria Fernanda Barca. “Isso pode acontecer já do 1º mês até um ano pós-parto e pode evoluir para a tireoidite crônica de Hashimoto”.


O estudo que fez parte da tese de doutorado da médica, foi publicado na revista Clinical Endocrinology e contou com a participação de 800 grávidas, das quais no pós-parto 13,8% apresentaram como positivo o exame de sangue que detecta a presença dos anticorpos anti-Peroxidase (anti-TPO) e alterações no ultrassom de tireóide. “Foram fatores determinantes que mostraram a predisposição para desenvolver a doença auto imune, a tireoidite pós-parto seguida de tireoidite de Hashimoto”, afirma a especialista.

Por isso a importância de um ultra-som bem feito. Segundo a Dra. Maria Fernanda, antes de apresentar alteração sanguínea, algumas mudanças já podem ser percebidas no diagnóstico de imagem com o acompanhamento desde a gestação.

“No estudo, identificamos também que das grávidas que desenvolveram a tireoidite pós-parto, por exemplo, 60% regrediram e 40% evoluíram para a  doença de Hashimoto”, diz a endocrinologista.

Nestes casos, a especialista indica o uso de métodos paliativos que podem contribuir significativamente para a qualidade de vida da mulher, tais como betabloqueadores, selênio e antidepressivos e quando necessário o uso de hormônio da tireóide (Levotiroxina).

Sobre a Dr. Maria Fernanda Barca:

Doutora em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Membro da The EndocrineSociety, Estados Unidos, Membro da EuropeanThyroidAssociation, Médica Colaboradora do Grupo de Tireóide do Departamento de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo de 1999 a 2010, Professora do Curso Progressos em Tireoidologia do Programa de Pós-Graduação da Disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo nos anos de 1999 e 2009.

ps.: recebi o release da assessoria da Dr. Maria Fernanda Barca e achei de grande utilidade publicá-lo, pois o estudo é bacana e não conhecia essa alteração, acho que pode ajudar muitas “mamães recém-nascidas” que buscam informações e apoio quando se sentem sozinhas e tristes. Fiquem de olho e alertem os médicos!!

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