Pequeno tamanho, cuidado dobrado

 

 

São inúmeros os fatores que podem levar um bebê ao nascimento prematuro. E o que esses pequenos têm de apressadinhos, também podem ter de delicados – e não falo apenas pelo tamanho, mas de todas as sutilezas que envolvem seu nascimento e seu corpo ainda em formação.

Se um bebê a termo já demanda tantos cuidados, os que nasceram antes de 37 semanas são ainda mais suscetíveis aos inúmeros vírus espalhados pelo ar. Além de o sistema imunológico não estar completo, um dos problemas mais sérios é a imaturidade do

pulmão. E é por causa dela que tantos prematuros são facilmente acometidos por doenças respiratórias e infecções causadas pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório) – que é facilmente encontrado por aí (principalmente entre o outono e inverno) e responsável por grande parte das bronquiolites.

Os sintomas iniciais da infecção causada por esse vírus se parecem com os de um resfriado comum: febre e coriza. Em casos mais graves, podem ser acompanhadas de tosse mais profunda e frequente, respiração difícil (incluindo chiado), unhas e lábios azulados. E a infecção pelo VSR é contagiosa e, nos casos de bebês de risco (prematuros, cardiopatas e broncodisplásicos), pode ser fatal! Por isso, é tão importante imunizar os pequenos nas épocas corretas do ano, de acordo com o nascimento deles. Saiba mais sobre isso em www.prematuro.com.br e não deixe de consultar seu pediatra a respeito desse assunto! Além disso, a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) preparou um calendário de vacinação específico para bebês prematuros – clique aqui e confira.

Além da vacinação, siga essas dicas para manter a saúde de seu bebê (prematuro ou não) a salvo de infecções respiratórias:

-Evite ambientes fechados e aglomerados de pessoas;

-Mantenha a casa arejada;

-Evite contato com pessoas doentes (principalmente com resfriado ou gripe);

-Lave as mãos antes de tocar no bebê e antes de alimentá-lo;

-Lave regularmente utensílios e roupas do bebê;

 

Para saber mais sobre os cuidados com a saúde do bebê prematuro, clique em : www.prematuro.com.br

 

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Relato de Parto // Nasce Amelie!

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Nasce Amelie, quando quiser! Mentalizei no dia que completamos 38 semanas e pelo correio chegou o enfeite de porta da maternidade. Estávamos prontos.

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Quis ela que eu passasse por um trabalho de parto longo. Tudo começou na segunda- feira dia 30/08 por volta das 22 horas. Comecei a sentir as primeiras ( e já doloridas ) contrações. Eu já as conhecia e achei que estava bem perto de ter minha pequena nos braços.

Não me desesperei. As crianças já estavam dormindo. Bruno massageou minhas costas, entrei e sai do chuveiro várias vezes e de 10 em 10 minutos as contrações passaram para 5 em 5 e se intensificaram. Não querendo incomodar ninguém na madrugada – olha que inocente! –  aguardei até 6 da manhã para ligar para minha médica que prontamente enviou aqui para casa a querida Jéssica, enfermeira Obstetriz. Não avisei a Silvia, nossa doula.Depois de uma noite inteira marcando contrações, massagens e banhos, Jéssica chegou e fez o primeiro toque de toda essa gestação e me perguntou o quanto eu achava que já havia dilatado. Respondi – querendo dizer 10! – humildes 5 centímetros. Ela me disse : 1 cm! São os pródrómos. Fuéeennnn, era só o começo, trabalho de parto em fase latente. Me receitou buscopan e plasil e recomendou que descansasse o máximo possível, tentar dormir durante o dia pois as contrações deveriam  diminuir. E de fato, diminuíram em quantidade. Ainda duravam em torno de 30 – 40 segundos e vinham intensas.

O dia seguiu normal, crianças na escola, Bruno no trabalho e eu com os cuidados da casa  e alguns posts que precisava entregar e outros que tratei de adiantar. Entre uma contração e outra, vida normal. No final do dia mandei Theo para a casa da minha mãe em São Paulo e Babi ficou pois queria estar conosco quando a hora chegasse. No final da tarde perdi o tampão. Achei que seria naquela noite.

Na noite de terça para quarta tudo igual também, até que conseguimos dormir bastante, as contrações deram uma trégua, assistimos um filme – Oh, que luxo…nunca achei que dava para relaxar tanto em meio ao trabalho de parto –  e retornaram na quarta de manhã. Outro dia normal na medida do possível, paradas para os” ai-ui-uis” das contrações, apoia na mesa, depois na pia…uma agachadinha e vida normal.

Quando chegou por volta de 23 horas a coisa começou a apertar! As dores continuaram iguais, porém as contrações duravam mais tempo e esse era o sinal que precisávamos, agora sabíamos que elas estavam sendo mais eficientes, passaram de 30-45 segundos para mais de 60 segundos.

Tratei de comer, andar, agachar.Trabalhei mais um pouco, gravei dois vídeos – sobre as nossas malas de maternidade AQUI e AQUI – e terminei de arrumar minha bagagem.

 

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Entra no banho, sai do banho. Sobe e desce escada. Anda pelo quarto depois pela cozinha. Bruno sempre atrás de mim, apertando minha lombar quando eu pedia, massageando meus ombros. Esse foi parceiro demais! Passou a noite em claro! E novamente, acreditando não ter dilatado muito, não telefonei para ninguém durante a madrugada.

Cavei um buraco dando voltas na mesa da sala de jantar, gastei toda a água dos reservatórios, uma fortuna de energia e atravessamos a madrugada entre gemidos e risadas. Sim, conseguia rir entre as contrações! Essa é de todas as  dores, sem dúvida, a mais curiosa. Ela te abraça, te aperta…e quando vc acha que não mais suportará e que ela vai te partir ao meio… ela se vai e não deixa nada de sofrimento para trás. Eu queria saber como era sentir isso!

Não compreendia quando lia os relatos, mas de fato a dor que senti era nas costas, e quando começava a se tornar insuportável…me deixava. A coisa mais maluca que já senti na vida, não tinha nada a ver com cólicas.

Perto de 4 horas da manhã decidi que não sairia mais do chuveiro. Pedi um banco mas não consegui me sentar, a dor sentada ou deitada ficava mais intensa e eu sentia que não conseguia me controlar até o final da contração, e quando eu perdia o controle, sentia a contração mais dolorida. Agachada era minha melhor posição. Agachei e me apoie no banco, fiquei controlando as contrações mentalmente e me gabo agora de dizer que em bem poucas eu  perdi o foco e me desesperei com a dor. Não estou querendo uma estrelinha – mentira, quero sim – mas me preparei para “A” Dor, uma sensação desconhecida e apavorante e por algum motivo, foi muito “menos” do que eu esperava, tanto que demorei para achar necessário alertar minha equipe, fiquei ali esperando  a tal da dor insuportável , achando que aquela dor que eu sentia era só o começo.

O que aconteceu foi que eu já estava muito “judiada” por muitos dias de contrações, cansada, a dor em si continuou a mesma do início ao final, o que mudou foi a frequência com que vinham e o quanto eu já estava com o corpo dolorido por ficar agachada.

Às 6 da manhã eu ainda estava firme e forte mas resolvi que era hora de chamar a galera toda – dá-lhe whatsapp – pois notei um sangramento. Muita dor + sangue me pareceram bons motivos para acordar a galera.

Só soube depois mas a minha equipe exxxperta e conectada se comunicou e deduziu, pelo meu relato, que estávamos próximos do finalmente, mas nesse ponto eu nem imaginava.

Bruno levou Babi para escola. A doula e obstetriz chegaram. Sentei na bola e a Sil começou a massagear minhas costas e me acompanhou na respiração durante as contrações enquanto Jéssica monitorava os batimentos do coração da Mel. Nessa hora treinamos um pouco mais  de visualização para manter o foco e dominar as contrações, me sentia ótima e  quando uma vinha, eu mentalizava, respirava e não perdia o “prumo”. Gente! Não é que isso existe! Funciona!

Fomos para o segundo toque de tooooda essa gestação. Daí, eu já estava “muito na humildade” e quando a Jéssica me perguntou novamente quantos centímetros eu acreditava já ter dilatado, mandei outra vez… 5!

Então ouvi como música: Estamos com 8, vamos pegar as coisas e voar para o hospital, você devia ter ligado antes!

Ufaaaa!! Estávamos mesmo perto…elas já sabiam! Nessa hora ficamos sabendo que teríamos que trocar de hospital pois não havia vaga no que escolhemos. Veja só você…o destino. Na primeira opção não teríamos uma sala de parto bacana,nem a nossa doula poderia estar presente. Na segunda opção que “caiu no meu colo” tivemos até direito a uma piscina!! Ah destino … eu te amo! Só que na hora da notícia da mudança o pai – de terceira viagem – surtou. Não queria mudar os planos, não queria esse hospital pois não havia lá uma UTI neonatal legal. Hey, a maior parte da humanidade nasceu fora de hospitais…estamos aí! rsrrsrs

Ele precisou de alguns minutos para se acostumar, afinal, não se “é” pai novamente todo dia, né? Uma mistura de cansaço e nervosismo estava estampado nos olhos dele. Eu vi … mas não falei nada. A Sil tentou acalmá-lo. Passou.

Enquanto as pessoas carregavam minha “mudança” pra lá e pra cá, ainda tivemos tempo para comer uns pães de queijo que Bruno havia comprado antes, tomei um suco. Eu ia dizendo o que deveria ir pro carro, e quando achei que estava tudo ok, desci – pausa para contração no meio da escada – e me ajoelhei no banco de trás. Lembrei que deixei no banheiro minha escova de cabelo – escova rotativa, não vivo sem – e voltei para pegar.

Estávamos em três carros, passamos para buscar Babi na escola, ela amou pois chamaram no meio da sala, dizendo que a irmã estava nascendo! Seguimos de Vinhedo para Campinas, isso já eram mais de 8 da manhã.

O trânsito na Anhanguera estava “daquele jeito”, Bruno corria como doido, Jéssica disse que se estivesse tudo parado usaríamos o acostamento. Nos perdemos dos outros carros. Chegamos em tempo recorde na Maternidade Renascença e assim que desci do carro dei de cara com minha obstetra, Dra. Mariana Simões. Ela me olhou e disse: 8 centímetros , sozinha até aqui e você com essa cara boa? Foi como ganhar minha estrelinha!

Não sei porque diabos as crianças resolveram nascer todas naquele dia, foi chegar no hospital e tomar o maior chá de cadeira – em pé, pois não cogitava sentar – até nos liberarem para seguir para a sala de parto. Não sei ao certo quanto tempo isso levou mas me pareceu muito. Descobrimos ali que a Babi não poderia entrar na sala de parto e também não havia ainda quarto liberado para deixa-la com nossas coisas. Babi ficou na lanchonete – coitada – e nossas malas foram comigo pra sala de parto. Só nessa hora avisamos minha mãe, ela iria se preparar para vir com o Theo até nossa casa e esperar mais notícias por lá.

Uau, entramos na sala de parto…era o paraíso da partolândia. Tinha um chuveiro quente, a minha mais nova paixão, tinha uma bola, tinha espaço e luz.Bruno montou o tripé, preparou a câmera. Fez algumas fotos. As meninas, Silvia e Jessica encheram a piscina e a Mari sugeriu que eu entrasse na água para ver se me sentia confortável.

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Entrei e me senti muito de “boa na lagoa”, as contrações iam e vinham como eu já havia aprendido a dominá-las, até relaxei ali. Bruno do meu lado, a Silvia também. Perto do meio dia resolvi sair da água, a Mari fez mais um toque. Uiii, esse doeu! N  O  V  E   centímetros e tchau bolsa d’agua! Estourou.

Daí, meus amigos, haviam me dito que depois de ter dilato até 8 , não havia dor mais intensa. Era mentira. A dor em si era a mesma, porém depois que a bolsa rompeu, a coisa pegou! Apertou.

Comecei a notar que elas vinham mais frequentemente e nesse ciclo eu não tinha tempo de me recompor, comecei a “perder o foco” e me descontrolar no final delas. Mas veja bem…já estava totalmente dilatada e em menos de 3 horas, Mel já estaria conosco.

parto natural 1

Andei um pouco, fui para cama onde a Sil usou o rebozo…um pano que ajuda a fazer o bebê descer. Não quis comer…não pensava no tempo, esqueci do mundo. Foquei na dor que estava trazendo minha filha. Muito louco isso, era dor, doía sim, mas eu não queria o alívio dela, nem a fuga. Ela estava ali para trazer a Mel. Eu já até gostava dela! Quando eu lia sobre isso, não acreditava mas de fato, a dor é nossa aliada nessa hora.

Como me preparei para não receber analgesia –  e nem poderia pois no hospital que estávamos os anestesistas fazem plantão remotamente, ou seja, não havia nenhum ali – eu simplesmente não cogitei em nenhum momento pedi-la. Pensando agora, foi isso mesmo, eu não lembrei que aquela dor poderia ser aliava. E o melhor, a dor era sim intensa, mas nem de perto era o que eu imaginava. Esperava por coisa pior. Queria ter ouvido isso de alguém!! Não chorei de dor , não gritei desesperada.

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Voltei para a água. Acho que perdi a consciência algumas vezes, dormi…não sei. Só sei que fiquei ali por  duas horas…e comecei a sentir vontade de empurra. Olha, se a dor era uma coisa maluca, a hora que o corpo pede para você fazer força é coisa de louco mesmo! Nenhum livro que li me preparou para aquela sensação. Ela queria nascer…meu corpo sabia e estava ajudando. Eu quis fazer força mesmo sem entender direito o que estava acontecendo ou o que exatamente eu precisava fazer.

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Nessa hora a Mari colocou a mão na água e disse que estava muito fria para Amelie nascer ali. Me deu um frio na espinha. Ela sabia…eu sabia. Era a hora.

O Bruno, sempre tão confiante, me olhava meio que agoniado, eu não entendi na hora mas depois ele me disse que estava desesperado por me ver ali, sem poder fazer nada. Tinha medo que eu não aguentasse…ou sei lá.

Ele não quis estar na água comigo, estava de jeans e nem daria tempo de trocar. A Sil entrou prontamente e começou a me ajudar apertando minhas costas nas contrações. Preparam uma corda com lençóis para que puxasse na hora da fazer força. Sentei, me virei e preferi continuar agachada…usei a corda.

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Ela começou a descer e eu sentia , nessa hora comecei a ficar um pouco agoniada, deu um medinho. A Mari monitorava os batimentos e também olhava com um espelho por baixo da água. Ela começou a ver os cabelinhos e me avisou. Passei a mão e não acreditei que ela já estava lá. Nessa hora foi um tal de entrar e sair  enfermeiras, todas querendo ver a maluca que escolheu aquele parto maluco. Ninguém falou nada, mas eu percebi.

Estava meio em transe e com a agonia da espera pela saída já não sentia mais a dor das contrações, acho que era tanta adrenalina…me esqueci de senti A DOR!

Me lembro de perguntar pra Mari e pra Maria Otília, a neonatologista se haviam casos de o bebê chegar até ali e não nascer…não conseguir passar. Todas riram, menos eu. Escutei vários: Claro que não, ela tá nascendo, você já conseguiu, falta pouco…e outras dessas frases de incentivo curtinhas e com baita efeito animador.

Uma , duas e três contrações. Muita ardência ,tipo, muuuita. Quatro contrações. Ploft. Sai a cabeça! Uma cabeça!!!! Claro que eu já havia assistido a zilhões de vídeos de nascimento, mas mesmo assim não acreditei que era possível até aquele momento. Eu estava em transe lembram… uma anestesia natural.

Me agachei um pouco mais e me apoiei na Sil que estava firme e forte na água comigo apertando a lombar, fiz carinho na cabeça dela e mentalizei : nasce logo por favor!

Ela fez um movimento de rotação. Eu senti isso também, a Mari viu e avisou a todos que ela estava “girando”.

Mais duas contrações e …. olhei pra Mari como quem diz: pega ela na próxima, por favor!

Última contração e …

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Nasceu! Nasceu!

No dia 3 se setembro de 2015,uma quinta feira às 3 da tarde. Linda e cabeluda, pesando 3,560 kg de muuuita gostosura!

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parto natural 3

Aquele ser molinho e quentinho, nasceu nadando e fui a primeira a segurá-la, toda minha,cheirei, beijei ,olhei bem para ela toda.Peguei as mãozinhas pra ver os dedinhos “extra” ( Mel nasceu com polidactilia nas duas mãos).

Olhei pro Bruno e disse: EU CONSEGUI!NÃO ACREDITO QUE EU CONSEGUI!

Voltei para Mel : A GENTE CONSEGUIU FILHA, OLHA O QUE FIZEMOS JUNTAS…QUE EQUIPE!

Sil me abraçou dando os parabéns, agradeci pela força!

Ficamos ali na banheira ainda um tempo, a água estava quente, não havia tanto sangue. Depois de 35 minutos a Mari achou melhor sairmos da água. Fomos para a maca e ali Amelie já mamou. Foi um “Oohnnnn” coletivo da mulherada. Como bebês são espertos, que instinto de sobrevivência é esse que os torna tão espertos sendo tão frágeis! Enquanto ela mamava , Maria Otília aplicou a vitamina K. Optamos por não vacinar naquela hora e muito menos pingar o colírio. Eu tive um tratamento humanizado para traze-la ao mundo e chegando aqui ela recebeu a extensão dessa assistência. Fez toda a diferença!

parto humanizado natural na água

A pessoa pari, sorri e manda uma paçoquita pra dentro! muito amor!

Vi as enfermeiras se alinharem a minha frente para ver o “estrago” do parto maluco! kkkk .Eu vi sim.

Nessa hora contrabandearam a Babi pra sala de parto.

Antes de começar a suturar, a Mari saiu da sala e quando voltou, me trouxe uma paçoquita, aquela de rolha. Eu estive no limite da diabetes gestacional, não pude comer doces no final da gestação e assim que pari ganhei uma paçoquita. Fala sério, que médica é essa? Muito amor!!

Bruno cortou o cordão só quando ele parou de pulsar…uns 45 minutos depois que ela nasceu. Foi quando nasceu a placenta, Mari nos mostrou e depois ganhei um “carimbo” dela.

Tive uma pequena laceração,  nada grande , sinceramente eu nem me lembrava de ter levado pontos dias depois do parto….zero incomodo. Zero mesmo.

Eu já estava bem, aguardando a liberação da sala, sem comer desde às 8 da manhã, só com uma paçoquita no estômago, comecei a sentir muita fome nessa hora.Amelie já havia recebido todos os cuidados da neo, optamos por não dar banho ainda e  como nasceu na água, estava bem limpinha. Chegou a hora de trocá-la. Me perguntaram a cor da mala dela e eu falei, não encontraram. Nessa hora notamos que eu me lembrei de pegar minha escova de cabelo mas não lembrei de pegar a mala da criança. Ela tava pelada! kkkk

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Bruno saiu para cuidar da papelada. E pediu para que minha irmã fosse junto com a Babi até nossa casa pegar a mala, minha mãe ainda não havia chegado.

Fomos pro quarto um tempo depois. Sil ficou comigo, me ajudou com o banho. Tive duas quedas de pressão, talvez 3, me sentia fraca pela tempo que estava sem comer. Pediram meu jantar e enquanto isso meus pais chegaram. Sil trocou a Amelie com o macacão que escolhi e depois foi embora. A primeira a chegar e a última a sair! Que trabalho lindo esse das doulas!

Theo mal podia acreditar que a irmã estava ali e eu mal podia crer nos três juntos, tudo meu!!

Amelie chegou, estávamos todos bem, deu tudo certo e foi muito além do que eu esperava.

Demorei para publicar essas linhas , queria esperar meus hormônios voltarem pro lugar. Enquanto eu pesquisava sobre partos naturais, lia e assistia muitas histórias. Algumas tão lindas e cheias de perfeição que pareciam irreais. Sentia que aquilo não era pra mim, entendem ?

Ao mesmo tempo eu via outras histórias, não tão bem registradas, sem floreios e que me enchiam de medo. O fato é: tirando as edições e as músicas lindas dos vídeos de parto natural, só existia dor e agonia. Era isso que eu lia, histórias  perfeitas….ou histórias apavorantes.

Escrevi aqui  sobre isso: ” Tudo começou // Antes do nascimento”.

Dias antes de tudo começar eu tive medo e quase desisti, quase mesmo. Quis o destino que fosse assim, ela quis. Eu queria ter lido exatamente o que escrevi aqui para não sentir tanta incerteza.

A dor de parir não é dor de morte como li muito por aqui, acho que é tudo uma questão de preparação. Ninguém sente dor continuamente, a gente tá preparada pra isso e olhem, sempre fui do tipo que ficava de cama com cólicas menstruais!! Dá pé e o fato de não ter levado uma agulhada na minha coluna me deixou tão feliz! Não senti nenhuma dor nas costas depois que ela nasceu, nenhuma dor de cabeça, nenhum enjoo. Nada.

No dia seguinte eu achei que sentiria como se uma Scania tivesse me atropelado e para minha surpresa, nada. Levantei, sequei meu cabelo, dei um tapa no visual. Poderia ter ido pra casa se Mel não precisasse ainda de alguns exames. Nada de dor.

Partos não são mágicos, são humanos. É natural. Natural é a melhor definição.

Eu venci sim um medo, o parto natural sem analgesia depois das duas cesáreas anteriores foi para mim uma vitória emocionante mas a emoção de pegar um filho que acaba de chegar ao mundo é igual ….igual. Depois que ela nasceu, tanto fazia a maneira como ELA chegou ao mundo. Tava lá, nos meus braços, a mesmo emoção que senti nas outras duas vezes. Sem tirar nem por.

Eu estava diferente, porque vivi o que queria viver, passei por todo aquele mundo desconhecido que eu lia nos livros.

Eu sim, fiquei diferente.

Algumas constatações – engraçadinhas – sobre o parto natural:

1- É possível. Se for da sua vontade corra atrás!

2- Ouvi muito que esse tipo de parto estava ” na moda”. Bom, pra mim com esse tanto de gente no mundo, essa deve ser a moda mais antiga, não?

3- Tem alguma coisa que vicia nissaê! Perigoso querer um filho por ano!

🙂

Agradecimento especial à minha linda equipe ( me odeio por não termos feito uma foto “da galera”) :

Mariana Simões – Obstetra

Jéssica Cirelli- Enfermeira Obstetriz ( Aninhar Parteria)

Silvia Delman – Doula (Mandala Doulas)

Maria Otília- Neonatoligista

Todos colaboraram com fotos, já que não me senti a vontade para contratar pessoas estranhas para esse momento, nossa querida Débora não pode estar presente para registrar, então preferi assim! Equipe de parto humanizado and fotografia, a gente vê por aqui!!

 

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Tudo começou // antes do nascimento

parto hospitalar humanizado

 

Nossinhora! Lá se vai um mês, 30 dias, 4 semanas que ela chegou. Já somos 5 !

Fiz com o maior carinho do mundo muitas anotações ao longo desse tempo para montar o quebra-cabeça do relato do nosso parto.

Ficou lindo!!

Antes de publicá-lo aqui e compartilhar com todos vocês como foi que tudo aconteceu naquele dia – semana na verdade, pois entrei em trabalho de parto na madrugada de segunda pra terça e Amelie só nasceu na quinta – gostaria de deixar aqui nessas linhas algumas considerações.

Nunca fui a louca do parto. Não sou ativista. Não indico ou repreendo nada e  não acredito que certas escolhas façam de mulheres mães melhores ou piores. Acho importante –  e lindo – incentivar práticas saudáveis e benéficas à mães e filhos, mas também respeito quem simplesmente “não pega esse canal” e  faz escolhas que respeitem somente seu próprio limite ou desejo. Acho justo, cada cabeça uma regra!!! Viva as diferenças!

Ah, o mais importante, quero contar aqui como cheguei – ou chegamos – ao caminho que decidimos tomar, ao parto que acreditamos ser o melhor para todos nós.

Eu realmente comecei essa busca sem saber o que estava procurando!

Bárbara nasceu de uma cesárea necessária, estava em posição pélvica e foi minha escolha, totalmente consciente. Entrei em trabalho de parto durante a madrugada e ela nasceu – linda, loura e de olhos azuis – no início da manhã.

Theo nasceu com 38 semanas – depois comprovadas  37 semanas – em uma manhã de consulta de rotina, a médica me disse que os batimentos cardíacos não estavam legais, que ele poderia entrar em sofrimento e eu – sabendo que estava sendo enganada porém, sem coragem de contradizer uma opinião médica ( blááá) – cedi a pressão e me submeti a minha segunda cesárea. Essa foi dolorosa, não só na preparação, pois fui chorando sentindo meu trabalho de parto roubado, como no pós parto. Tive minha segunda cesárea, um bebê saudável e de brinde ganhei um problema na cervical ocasionado – segundo minha ortopedista – pela anestesia.

Vida seguiu e eu sempre me peguei pensando em como seria um parto “normal”. Eu queria tanto ter passado por isso.

Entendia por parto normal o que hoje sei que de normal não tem nada e quando engravidei novamente só tive coragem de pensar nisso às 27 semanas.

Com a proximidade da data chegando, encontrei amigas que estavam seguindo pelo caminho do parto humanizado, com respeito e zero procedimentos desnecessários, mas naquela época, ainda não entendia do que se tratava tudo isso. Não estava nessa vibe, não era meu mundo.

Buscava pela “fuga” da cesárea e não por um parto de fato normal. Normal pra mim naquele ponto eram os partos cheios de procedimentos desnecessários e claro, uma analgesia e não achava essencial pesquisar sobre os ainda mais desnecessários procedimentos que os bebês são submetidos todos os dias, aspirações, vacinas,corte precoce do cordão umbilical…nada disso fazia parte das minhas preocupações ainda.

Acontece que conforme fui mergulhando nesse mundo, pesquisando e conversando com médicos, depois encontrei aquela que viria a ser minha doula e ouvindo muito o que as amigas – principalmente uma…Analu! – tinham para compartilhar sobre tudo isso me senti num caminho sem volta.

Depois que conheci as reais necessidades, os procedimentos e compreendi muita coisa sobre nascimentos, não consegui aceitar nada menos do que um ato natural e humano, tanto para mim quanto para meu bebê. É difícil se submeter as atrocidades que acontecem em partos nada normais, em posições desfavoráveis, sem respeitar os desejos da família.

Aspirar, pingar colírios e não dar o direito de um bebê se beneficiar de todo o sangue de seu cordão umbilical – bebês que têm o cordão cortado assim que nascem perdem até 30% do SEU sangue –  são pontos que não se pode ignorar. A ignorância pode até ser uma benção em alguns casos, mas quando falamos de bebês inocentes e mulheres em momentos tão vulneráveis…como é difícil admitir isso! Sei que em muitos casos essa é a única opção possível para quem como eu busca fugir de uma cesárea desnecessária, afinal partos assistidos por equipe humanizada na maioria – se não em todos – dos casos não são cobertos por planos de saúde, e nem poderiam com o valor baixo que esse sistema paga os profissionais. Tem muito trabalho, tempo, dedicação e entrega para  respeitar verdadeiramente a natureza.

Me lancei de corpo e alma – e medos –  e cheguei aos poucos a uma equipe humanizada e que mesmo com minhas prévias cesáreas toparam encarar essa jornada comigo e acreditem, isso tudo só aconteceu próximo das 33 semanas!! Nunca é tarde para se tomar essa decisão.

Minha médica só me deu um conselho: Tente sem anestesia, assim será melhor para controlarmos tudo.

O hospital que havíamos escolhido não tinha nada de humanizado,mas tinha um uma UTI neonatal para qualquer intercorrência. No dia em que Amelie resolveu estrear nesse mundo ela estava sem vagas e acabamos optando por um outro que para minha surpresa tinha um sala de parto super convidativa e foi então – antes nunca tinha me passado pela cabeça – que a banheira da doula entrou em cena e o parto na água se tornou uma possibilidade.

Por que estou contando tudo isso antes do meu relato de parto?

Para te mostrar que nunca é tarde para se informar e que se for sua vontade – qualquer que seja – se informe sobre tudo que envolve sua decisão e quais são os caminhos possíveis.

Para ter um parto como planejado não basta querer, tem que se informar e correr atrás. Também quero deixar claro aqui que esse terceiro parto foi um sucesso pra mim, foi melhor do que eu imaginava e nem por isso foi mais intenso do que os anteriores, pelo contrário! Ele me fez ver que cada mulher deve escolher o que lhe faz feliz e na medida do possível “peitar” o mundo todo e escolher ter um parto na água, na chuva ou na fazenda, de cócoras ou de ponta cabeça…uma cesárea eletiva, um parto com plantonista no PS. O que couber no bolso e no coração, no final das contas isso

não  muda em nada o amor que sentimos por cada filho. <3

Ah, estou contando tudo isso, nesse texto desconexo por motivo de: Senti vontade e como ainda estou cheia de hormônios, resolvi não me contrariar!! kkk

continua…

mas sem mimimi

 

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Petit Comitê – Apresentação do Bebê

recepção maternidade

Um toque de Paris para apresentar nossa pequena ao mundo!!

Prometo contar em breve no relato de parto da Amelie algumas trapalhadas que vivemos nos dias que antecederam nossa grande data.

Hoje quero falar sobre o lindo “Petit Comitê” que foi organizado para encher os olhos dos nossos amigos e familiares de luz.

Tudo pensado com carinho para que a apresentação da pequena tivesse muito estilo. E assim foi!

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recepção maternidade

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A ideia inicial era receber todos com um pequena recepção na maternidade mas como falei lá no início,  alguma mudanças de planos acabaram nos levando de última hora para uma maternidade que não permitia a entrada de alimentos externos nos quartos, sendo assim, mesmo chateados a princípio acabamos transferimos nossa mesa linda para casa. No final acabou sendo muito legal pois saímos do hospital no sábado e como era feriado na segunda-feira, muitos amigos puderam vir. Foi perfeito!!

A ideia de fazer um petit comitê na maternidade é bem bacana para o caso da família preferir dias de sossego em casa. No nosso caso, a casa ficou cheia e foi muito legal apesar de não termos planejado nada disso.

Então, quem nos visitou além de ver essa montagem linda toda com  tema Parisiense ainda levou como lembrança doces deliciosos e personalizados para lembrar desse momento tão especial para nós!

Não preciso nem dizer que fez o maior sucesso! Se você procura algo diferente para comemorar o nascimento de um baby e apresentá-lo aos amigos e familiares em grande estilo, fica aí uma ideia legal!

 

Serviço:

Tudo foi organizado e pensado com muito carinho pelo minha amiga Milena e sua sócia Aline. Obrigada meninas! Realmente vocês transformam qualquer “bolinho” em um “evento”!! Sou fã!!

Aluguel de Louças e objetos de decoração ( composição e montagem, as meninas arrasam na criação além de terem um acervo maravilhoso de peças ): Déco Partie – 19 9 96408669 – www.decopartie.com.br

Pirulitos, Bolachas e Cupcakes personalizados ( e deliciosoooosss)  : Caru Cake Factory – 19 9 98215047

 

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Amelie chegou!

 

parto natural hospitalar

 

Nossa pequena chegou no último dia 03/09. Nasceu quando quis, foram 39 semanas exatas na barriga da mamãe.

Nasceu na água e isso não era parte dos nossos planos. Foi a melhor coisa que poderia ter nos acontecido…imprevistos muitas vezes têm seu lado positivo!

Foi um longo trabalho de parto e foi lindo! Logo logo volto com um relato de parto completo, contando um pouco sobre toda a equipe envolvida, sem a qual nada teria sido possível!!

Por hora posso dizer apenas: FOI DEMAIS!

Estamos todos babando…

O primeiro encontro entre os irmão:

 

nascimento parto natural hospitalar

 

Hospital e Maternidade Renascença Campinas

Doula : Silvia Delman ( Mandala Coletivo de Doulas)

Obstétra Dra. Mariana Simões (@parindocomrespeito)

Neonatologista : Dra. Maria Otília

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