Educar pelo exemplo: coerência!

Essa frase, pais precisam ser coerentes na educação de seus filhos, parece uma coisa bem óbvia. Falamos a todo tempo, parece que é senso comum, que todo mundo se comporta de fato dessa maneira. Que todos aplicamos na vida!

A gente é exemplo, o tempo todo para nossos filhos, eles espelham nosso comportamento.

E aí vamos para parte de educar filhos na prática. Sabemos que não é simples, basta você ter um filho para descobrir quanta coisa precisamos ensinar, sabemos ser o certo mas não praticamos!

Sou mãe há mais de década ( ai que coisa estranha! ) e conforme a Babi foi crescendo fui percebendo o quanto a gente cobra deles posturas e comportamentos corretos enquanto nós mesmos fazemos tudo ao contrário. Percebi que tem muito ruído nessa linha cruzada.

Falo de coisas bem corriqueiras como alimentação, por exemplo. Quanto porcaria você manda pra dentro depois que seu filho dorme?

Pois é, muitas de nós o pulamos nesse mesmo barco! hehe Mas calminha aê porque esse tipo de coisa é bem inocente, tá? Eu também faço e, além disso, ainda confisco lembrancinhas de aniversário pra comer escondido depois.

Percebem que muitas coisas que pregamos simplesmente não praticamos? Sabe, tem até o ditado: Faça o que falo e não o que faço. Em muitas situações no dia a dia a maternidade é regrada por esse ditado, a gente precisa ensinar o certo mesmo que a gente mesmo não siga por essa linha o tempo todo. Tudo normal até aqui, pode acreditar.

Hoje não quero falar desses pequenos desvios de comportamento materno porque realmente acredito que os olhos não veem o coração não sente e portanto criança não aprende!

Outra situação agora : Como limitar o tempo do seu filho na internet se muitas vezes ele te chamou e você, com a cara colada no celular, pediu para que ele esperasse ” só um minuto” ? Qual a prioridade que a criança vai entender que vale?

Acho que agora vou chegando mais próxima de onde quero. As crianças crescem e a nossa coerência precisa aumentar assim como a idade deles.

Já me vejo cruzando a linha entre a adolescência e a fase adulta da Babi, passaram-se os dilemas como a insegurança com o corpo, ser aceita no grupo de amigos, o primeiro beijo, as primeiras baladas e até o primeiro porre. Já passamos juntas por tudo isso.

Agora os assuntos são outros, tem a ver com futuro de verdade, a escolha da profissão, onde vai morar e o carro que vai precisar. Ah, a liberdade de ter um carro! Fico pensando se não fosse a nossa coerência em anos atrás perceber que não dava mais pra tomar um cervejinha só e voltar pra casa dirigindo depois de uma reunião entre amigos como fazíamos antes. Acho que muitos de vocês já fizeram isso também, só uma cerveja, né? Pois é, mas como eu teria tranquilidade em dar um carro na mão da minha filha se soubesse que ela também pensa assim? Daí entra a nossa coerência e espero que ela tenha absorvido bem essa questão pelo nosso exemplo.

Conforme ela foi crescendo fomos percebendo que certas coisas erradas que fazíamos e julgávamos inocente não poderiam mais acontecer, porque ela precisava aprender o que acreditamos ser o certo, então precisávamos ser coerentes. Se não rola beber e depois dirigir, TODO mundo sabe dos riscos então a gente precisa viver isso, de fato, e ela cresceu  vendo a gente ir a muitas festas e tomar muita cerveja sem álcool, ou um de nós ser o motorista da vez. Assim, com exemplo, sinto segurança no que ensinamos pra ela…pro Theo e agora, pra Mel também. Para os pequenos estamos ensinando isso ainda mais cedo.

Ser coerente em várias áreas da vida é o que devíamos buscar todos os dias, deveria ser nosso foco mas se você se observar vai ver que não é fácil. Falei o exemplo do beber e dirigir porque acho bem forte e explicativo mas serve para referências em muitas outras áreas. Que ótimo seria o mundo se todos fizessem o que pregam por aí, não é mesmo?

Também não somos os pais perfeitos, somos bem passíveis a eles inclusive, mas vejam, já percorremos um caminho e fomos aprendendo durante ele. Muito falamos da transformação da maternidade e paternidade, de como a gente renasce quando um filho nasce, né? Na parte romântica é bem por aí mas acho que a maior transformação de ter um filho é nos melhorar como ser humano.  Não só sermos melhores PARA eles, mas seremos melhores POR eles PARA O MUNDO TODO.

A medida que os filhos crescem a gente vai se dando conta de que se não vive realmente o que prega, fica difícil de ensinar, educar e principalmente, de se fazer admirar e respeitar.

Nesse processo de ir encontrando cada vez mais o caminho da coerência a medida que eles crescem vamos melhorando. Cada dia, cada ano ser mãe/pai nos torna melhor como ser humano e como cidadão! Olha que oportunidade completa temos para evoluir e fazer a diferença no mundo!

Já se pegou pensando nisso também?

blogpetitninos

 

O irmão do Meio

 

irmao do meio

Pequeno demais para ter os privilégios do primogênito e grande  o suficiente para se sentir na obrigação de ceder aos desejos do caçula.

Acompanho a saga que é ser o filho do meio. O irmão do meio. São mesmo mediadores porque necessitam ser e não por terem nascido com essa habilidade. Eles parecem que se acostumam a deixar as coisas pra lá, infelizmente.

Penso muitas vez onde erro com ele, erro muito. Ele não pode acompanhar a Babi em quase nada pois ainda é pequeno ao mesmo tempo precisa ceder, muitas vezes, aos caprichos da Mel, caçula que já aprendeu muito bem onde o calo dele aperta. Ela dita o tempo e tipos de passeios, é difícil cada vez mais casar os interesses.

Confesso que muitas vezes permito sim que ele ceda e isso vem me incomodando com o passar do tempo. Poxa, ele tem o espaço dele! Ele já foi o caçula com privilégios de ser o mais novo e é duro vê-lo perder o posto. Ele cede muito, mas a cada dia tem se posicionado e me chamado a atenção.

irmao do meio

irmao do meio

 

Meu menino, ser recheio de sanduíche das meninas não é fácil! Espero que fique mais simples com o passar dos anos, só sei que agora, é treta seguida de treta! Procuro equilibrar as necessidades, auxiliar nas negociações mas não interfiro o tempo todo.

Ser o irmão do meio não é fácil mesmo e ser mãe de três, esse número ímpar que nem uma matemática mágica faz dar um “par”, é mais complicado ainda.

Vou direcionando cada vez mais o meu radar para as necessidades dele, sensível e carinhoso por natureza, agitado e emburrado pelo mesmo mérito.

Tem meu colo, todo dele, mas já não é mais coisa de “menino grande”, agora reivindica minhas habilidades de defensora, precisa de advogados o tempo todo para provar seus direitos. Theo quer o seu espaço.

Não vou dizer que é fácil mas posso dizer que desde quando notei que esse papo de conflitos do filho do meio não era balela as coisas parecem melhorarem a cada dia. E vão…sei que vão.

#desabafodemãe

blogpetitninos

Blog Crescer – Três Mães em Uma.

revista crescer

Fui convidada pela Revista Crescer – que agora tem um espaço no site muito bacana recebendo textos de várias bloggers- e estou lá toda feliz contando um pouco como de está sendo e ainda será a maternidade com três filhos em idades tão diferentes.

” Há quem chame de um grande intervalo de tempo, eu chamo de oportunidade. É um presente  viver todas as alegrias e desafios da maternidade em suas variadas fases. ”

continua lá no Blog Crescer! Vai ler e volta pra me contar o que achou!

 

ps. sobre nossa realidade no momento: Theo há dias com um febrão e dores pelo corpo, negativo para dengue mas ninguém descobre o que pode ser e eu com uma baita crise alérgica, sendo medicada super de leve ( e não adianta muito) e hoje acordei parecendo a irmã gemêa do SLOT…toda inchada e com a cara torta.

ps. sobre você: Se você sabe quem é o SLOT, toca aqui amiga,…tem mais de 30, néam?? rsrrsrs

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Mãe de 3

mãe de 3

Rumo à uma mudança das grandes sempre tenho medo.Sempre.

Um novo endereço, novos desafios, desvio de curso profissional…novidades.

Em algumas situações é possível simplesmente mudar o caminho das coisas, ou ainda desistir de tais mudanças.E quando o assunto é um novo filho?

Não há retornos no caminho. É aquela história: E se der medo? Vai com medo mesmo!!

Todas nós, mães, sabemos das delícias de ser quem somos, fazer o que fazemos e claro, também sabemos que não são só flores, há dias bem difíceis em que a única coisa que queremos é sair pela porta da frente e não voltar tão cedo.

TODAS nós passamos por isso, eu sei. Com ajuda ou sem, com marido/ pai presente ou sem, com vovó por perto ou não. Os dias difíceis sempre estarão lá, eles vêm para todas nós.

São esses dias que mais temo. Começar tudo outra vez dá um grande frio na barriga. Vou dar conta?? Como vou arranjar  tempo ? E paciência? Como será?

Hoje escutei de uma pessoa que o intervalo entre as crianças pode ser uma coisa boa, e acho que concordo, mas por outro lado, a gente perde o rebolado para recomeçar.

Só de assumir esses medos já deve ser uma coisa boa e tenho conversado com todos aqui de casa, já estou na montanha russa hormonal: dias ótimos e dias péssimos. Tenham calma comigo e balancem no mesmo compasso pois, não quero ficar atrás ou na frente. Vamos levar como uma brincadeira, lado a lado e no mesmo tempo.

E nesse balanço, de altos e baixos, espero não me perder, não sair da linha reta, não deixar a peteca cair, não pedir pra sair! Viver tudo isso com o máximo de diversão possível.

Tô tentando…

 

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1, 2…3! Vai começar tudo outra vez!

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3,2…1! O amor aumenta a cada um!

Mais uma vez eu sou surpreendida com uma daquelas notícias que viram nosso mundo de pernas para o ar, que mudam o curso da vida e que enchem  o coração de alegria ( e a casa também)!

Fomos escolhidos mais uma vez…não seremos mais 4. Agora somos 5. Sim, já somos!

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