Proteção é liberdade!

imagem: SHUTTERSTOCK

 

Já parou pra pensar sobre isso?

A gente quer proteger os filhos de tudo e, às vezes, esse nosso instinto pode garantir a vida deles. Para mim, esse é exatamente o caso da vacinação. A gente vacina porque nosso maior desejo é que as crianças cresçam e explorem o mundo da forma que quiserem!

E vacinação é um assunto muito sério. Apesar de tantas campanhas sobre o tema, na prática, vejo muita gente meio perdida. Primeiro porque há um mito de que tudo o que é particular no nosso país é melhor. Depois por causa dos grandes mitos que surgiram ao redor desse tema. Aposto que você já ouviu sobre as reações que algumas vacinas de campanha tiveram, ou sobre a relação de vacinas e autismo ou desenvolvimento de alergias.

No começo do mês, tive uma verdadeira aula com a pediatra Dra. Ana Escobar, a convite de GSK, para esclarecermos muitos desses pontos. Como o Theo tem asma, nunca bobeio com as vacinas dele. Então já aproveitei para tirar a maior dúvida de todas: está tudo bem fazer um mix entre o calendário de vacinação da rede pública e o calendário da rede privada? Faço sempre isso! Desde que as crianças nasceram, seguimos o calendário de vacinação do sistema público e fazemos as aplicações na rede particular de vacinas para Gripe e Meningite.

Assim como eu, sei que muitas pessoas seguem esse mesmo cronograma. Aqui a vacina de gripe é de extrema importância por conta dos problemas respiratórios do Theo (e, ao que tudo indica, Mel também tem asma! A gente não pode bobear!)

No encontro, a Dra. Ana esclareceu que a principal diferença entre os calendários é que, na rede pública, o foco é a erradicação de doenças e, portanto, proteção coletiva. Já na rede privada, o objetivo é a proteção indivíduo. Ainda assim, o nosso calendário brasileiro da rede pública é um dos melhores do mundo, com uma cobertura ampla e em constante mudança para se adaptar às necessidades.

E as reações das vacinas? A verdade é que vacinas de vírus vivo (atenuado) podem, sim, desencadear alguma reação, como se fosse uma versão beeeeeeem light da doença. Quanto ao caso de alguns tipo de vacinas desencadearem alergias (como APLV), a Dra. Ana nos esclareceu que é justamente o contrário! Vacinas são um chacoalhão no sistema imunológico, um estimulante. Sendo assim, é justamente o oposto! Quanto mais estímulos o sistema imunológico recebe, mais protegidos ficamos contra alergias. Achei isso tão interessante!

No mês passado, falou-se muito em Meningite, pois foi o mês de combate e informação sobre a doença. No sistema público, temos a cobertura de vacinas contra a Meninginte C, mas nós tomamos a Meningo B e a ACWY também, no particular. Não há problemas em tomar vacinas “repetidas” – então, se você já tomou a C no sistema público pode tranquilamente se proteger tomando ACWY, ok?

O mesmo vale para as campanhas! Está com dúvidas se tomou ou não alguma dose? Tome novamente!

É muito importante mantermos a carteirinha de vacinação em dia e mostrar para as crianças que proteção nunca é assunto para depois. Quero ressaltar aqui a importância de se proteger conta o HPV. Na rede pública temos doses disponíveis para MENINAS e MENINOS entre 9 e 14 anos! Não deixe de vacinar seu filho e filha! Por incrível que pareça, na sala da Babi, que tem 16 anos, só meninas tomaram. Nenhum menino! Isso é um erro, a incidência de câncer de pênis vem crescendo a cada ano, precisamos pensar nisso e proteger meninas e meninos!

Então, não se esqueça de deixar sempre as vacinas em dia e de consulta o site da Casa de Vacinas GSK, SBIM e SBP. Neles, está disponível o calendário completo de vacinação, que deixo aqui:

calendário vacinal 2018

 

Sempre debata com o seu pediatra qual o melhor esquema para que a cobertura seja a mais ampla e dentro das condições de cada um. Nós, adultos, também devemos receber reforços para Meningites, Hepatites, HPV, Gripe (manual) e reforço de tétano a cada 10 anos, principalmente.

Proteção é liberdade – e conhecimento também! Se informe, não deixe espaço para dúvidas, o assunto parece complexo, eu sei, mas quando a gente vai a fundo nas pesquisas desmistifica-se muita coisa!

O que ficou de mais importante para mim desse encontro foi que quem pode ampliar a cobertura e se proteger com as vacinas da rede publica contribui também, reduzindo as possibilidades de essas doenças chegarem até quem não pode tomar, seja por uma questão de saúde ( algumas vacinas não podem ser tomadas por grávidas e bebês com menos de 6 meses, por exemplo) ou mesmo, financeira. Quanto mais gente imune melhor!

Sobre a GSK: www.gsk.com.br

Dra Ana Escobar: www.draanaescobar.com.br

Sociedade Brasileira de Pediatria : www.sbp.com.br

 

blogpetitninos

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...