Fiz mas não faria outra vez!

A gente muda, que coisa boa!!

Costumo dizer que a vida é maravilhosa pela oportunidade que temos de sempre aprender coisas novas. Não dá para estacionar no tempo, nas opiniões ou nas práticas.

A gente muda porque o mundo muda. Isso é ótimo!

Todas as mães têm, com toda certeza, uma listinha que coisas que fizeram um dia com os filhos mas que não fariam de novo.

Convidei duas pessoas que têm jeitos de maternar diferentes do meu para falarmos algumas coisas que faríamos diferente. Adorei tanto que já quero repetir a dose!!

Paola do blog Maternidade Colorida e Sabrina do blog Jeitinho de Mãe me inspiram justamente por serem diferentes de mim. Procuro sempre ter no meu círculo de amizades essa “variedade” de amigas, assim a gente pode aprender com os acertos e até com erros, não é?

Adoro essas meninas, são inspiração e ainda por cima são boas de conversa!!

Confira nosso vídeo:

 

Queremos saber de vocês!! O que você mudaria? O que fez e não faria outra vez? O que não fez e faria??

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Ela senta dobrando os joelhos em “W”

 

bebe senta em W

Isso nunca tinha acontecido por aqui, nunca vi nem Babi e nem o Theo sentarem com as perninhas em formato de “W”, pelo menos nunca me chamou a atenção pois deveria ser bem pouco.
Claro que eu já tinha ouvido falar sobre essa posição, coisas boas e ruins. Quando vi Mel pela primeira vez brincando sentadinha nessa posição, dei aquele google pra saber mais.

Confesso que antes eu só conhecia parte “ruim” ou seja, os possíveis perigos envolvidos na repetição do sentar com as perninhas para trás e sobre como isso poderia prejudicar os joelhos e tudo mais.

O que eu nunca havia parado para pensar é em como essa é uma posição natural em se tratando dos bebês que ainda engatinham, por exemplo.

É muito mais fácil de manter o equilíbrio sentar assim, é muito natural, portanto, que seja recorrente que os bebês que engatinham passem a repetir essa maneira de sentar, eles se sentem mais seguros, com mais estabilidade para brincar.

Mas e aí, você deve estar se perguntando, né?
Faz algum mal para as perninhas e coluna do bebê ficar sentado nessa posição?

Como mãe de terceira viagem algumas coisas não me assustam mais mas achei que era importante conversar com a pediatra e pedir auxílio pois é uma praga de herança da nossa família, minha e do Bruno, e claro, os três têm joelho valgo, ou seja, as pernas possuem uma curvatura onde os joelhos se encontram, fazendo um X.

Não tem cura mas há como atenuar o joelho valgo e portanto os mais velhos usam palmilhas especiais. Mel ainda não começou a usar, mas já sabemos que precisará. Dos três, parece que Theo é quem tem o caso mais acentuado.

Bom voltando, o que me foi dito é que é uma postura natural e que pode sim vir a acontecer algumas vezes até o bebê adquirir total equilíbrio e domínio de movimentos, conforme os bebê vão crescendo vão deixando essa posição de lado, sem dramas. Isso é o mais comum de acontecer.

Como a Mel tem sentado bastante assim, já agora aos 2 anos, conversamos sobre os problemas ortopédicos que a posição repetida por muitas vezes e por muito tempo pode causar. Pode haver problemas no desenvolvimento ósseo e no desenvolvimento motor, e como alguns músculos não são requisitados, podem ocasionar até problemas na bacia e da coxa. E como a posição exige pouco do equilíbrio e de controle de tronco, com sua repetição o desenvolvimento dessas áreas pode ser prejudicado.

Nossa pediatra me aconselhou a não chamar a atenção para a posição em si e sempre que eu a ver com os joelhos dobrados a convidar para fazer uma outra coisa, se sentar ao lado dela de uma outra maneira. Tudo de maneira bem lúdica até que ela perca o hábito e assim vamos introduzindo outras maneiras de se sentar e brincar.

Por enquanto estamos assim, eu chamo pra fazer outra coisa, vir pra outro lugar da casa assim ela se levanta e seguimos com as atividades do dia.

Posso falar mais sobre o joelho valgo em uma próxima postagem se vocês se interessarem, ok?? Deixem mensagens por aqui ou pelo Instagram @blogpetitninos.

 

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E o Terrible Two ?

terrible two

Não dá pra negar que essa fase dos dois anos, chamada de terrible two, assusta muito quando a gente escuta as histórias de pais e mães por aí.

O início das chamadas cenas de birras são causadas pela dificuldade das crianças em lidar com suas frustrações e, pelo que observei com meus filhos, a intensidade do “piti” é proporcional ao sono ou cansaço do momento, geralmente.

O que percebi nesse tempo todo é que o que acontece de fato é: quando o bebê já entendeu que é um “ser” que pode demonstrar todos os seus sentimentos, quando ele quer dizer algo somado a alguma situação adversa ( sono, cansaço) ou se ele é contrariado … é daí a coisa pode desandar. Essa combinação pode ser uma bomba comportamental, termo que nem existe, inventei agora! hehe

É um combinação de fatos que precisa acontecer e isso não acontece só aos dois anos de idade. A Mel começou a andar e falar suas primeiras palavras muito cedo (por volta de 10 meses ela já deu seus primeiros passos), penso haver aí uma forte ligação entre esses fatos.

É isso aí, uma hora ou outra vai acontecer com você também, acredite, nenhum pai ou mãe passa pela jornada de criação de filhos sem ter que lidar com essas situações.

Então, por que rotular essa fase de descobertas tão linda que é a dos 24 meses definindo-a apenas como difícil e cheias de birras??

 

terrible twoterrible two terrible two

Já tem um tempo que decidi não rotular nem as crianças e nem as fases delas, acho que fazer isso é condenar uma fase ou outra, é como já colocar uma carga negativa . Agora eu sei que uma fase dessas ” já classificadas” pode chegar muito antes do tempo ou muito mais tarde, ou seja, cada criança é uma e não são definidas pelas fases pelas quais vão passar.

Hoje entendo que os dois anos não são terríveis, muito menos as crianças de dois anos são difíceis. O mundo vai ganhando outra proporção para esses pequenos e eles precisam entender qual o seu papel e como tudo funciona. Aprendi que nem tudo pode ser resumido ao termo “birra”, muitas coisas são simples teste de limites.

Muito semelhante com a adolescência, fase da qual já tive muito medo e que já me vi rotulando muitas vezes também.

Eu não sou psicóloga, não estudei comportamento infantil mas, já passei por tantas coisas com as crianças que hoje acho mais fácil encarar dessa maneira. Facilita para Mel e para mim também, nessa hora com consciência do que ela está vivendo sou capaz de contornar as situações com muito mais empatia do que quando eu acreditava que tudo era birra, culpa dos dois anos.

Não é sempre fácil, não sou a pessoa mais paciente do mundo, mãe iluminada e muito menos cheguei na perfeição mas com toda a certeza agora, no terceiro round do meu maternar sou sim mais preparada para essas situações. Posso ainda me perder no cansaço de alguns dias mas tenho a consciência do caminho a ser tomado.

Nada como o tempo e um pouco de experiência – bate cabeça – para nos fazer ter mais leveza na vida, né? Sinto que esse é o grande presente surpresa do tempo, ele passa rápido demais e, por vezes, o acho cruel mas no final das contas é graças a ele que aprendemos a ser melhores.

Estamos de coração aberto para os dois anos da #GLAMelie.

blogpetitninos

 

 

um perfil

rotular as crianças

 

 

Aquele que você respeita!

Já faz tempo que penso em como a gente acaba “dando” estereótipos pros nossos filhos de acordo com perfil que acreditamos que cada um tem. Você já pensou sobre isso? É uma coisa simples e é natural em um ninho com mais de um passarinho, cada um ser de um jeitinho.

A gente encontra ” o tímido” ,” o falante” , “o engraçado”, “o rabugento”, tudo ok! Acontece que mesmo tendo um perfil ninguém precisa ser nada pra sempre, a gente muda e isso é o natural. Fico pensando que às vezes , sem nem perceber, a gente acaba atribuindo algumas qualidades aos pequenos e pode ser que eles se acomodem nos limites da definição.

Pode ser que o tímido fique cada vez mais tímido, o irmão falante cada vez mais falante e isso só porque crescem achando que precisam ou só podem ser daquele jeito.

São só pensamentos mas ando com isso na cabeça e quero escrever mais lá no blog sobre o assunto já que vejo muitas mudanças em muitas fases deles, já que fui uma mãe diferente para cada um e já que busco sempre mudar.

Não tenho nenhum problema em saber que já fiz muitas coisas que não faria outra vez e a gente só segue tentando melhorar através de reflexões, né?

Já pararam pra pensar , quem tem mais de um filho principalmente, como a gente acaba fazendo comparações e que muitas vezes eles sabem dos papéis que estamos atribuindo às suas personalidades ?

 

um beijo

#DoInstaProBlog

@blogpetitninos

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Eu fui , ela ficou!

 

Se me contassem há 15 anos atrás que eu teria algum problema em passar uma noite fora de casa por causa de um filho, com certeza não acreditaria!

Mas eu tive muitos problemas – auto sabotagem – nesses 20 meses depois do nascimento da Mel. Não consegui simplesmente deixá-la, nem mesmo por algumas horas.

Muito dessa nossa conexão eu atribuo à amamentação mas, no fundo, sei que não está aí a culpa disso não. Eu mesma já amamentei outras duas vezes e me senti muito mais livre.

Não que dessa vez me sinta presa, mesmo sendo, eu gosto de como nossos meses foram até hoje, da minha dedicação total, misturada aos cuidados da casa e do meu trabalho em home office. Não tem nada de fácil ou romântico nessas tarefas mas mesmo assim, eu sempre quis minha rotina dessa maneira e sou sim grata pela bagunça/correria nossa de todo dia. A gente funciona nesse caos.

O que acontece é que somos uma mãe diferente a cada viagem, é assim que consigo explicar as minhas mudanças a cada bebê. Uma mãe para cada bebê. Nessa terceira vez meu tempo para me sentir livre demorou muito mais.

Nessa correria toda Mel é minha companheira, anda pra baixo e pra cima pendurada – literalmente – em mim. Até umas semanas atrás, todos os compromissos longe de casa que assumi incluíam a pequena mas eu sabia que uma hora seria necessário e  benéfico para nós uma separação.

Eu já havia tentado deixá-la um final de semana com a minha mãe mas na hora “H” acabei pegando o carro e indo amamentá-la pois na ocasião, estávamos hospedados em um hotel próxima da casa dela, então eu nem conta essa vez como nossa primeira separação.

Mas Marina, qual é o seu problema ? Mel não toma outro leite ainda?

Toma, ela aceita alguns poucos mililitros em uma marca de mamadeira específica. Ela também já come de tudo como é de se esperar pela idade e  não morreria de fome. Já demos início ao desmame noturno gentil,ou seja, leia-se DEVAGAR no lugar de gentil e o termo auto explica-se.

Nosso esquema da noite anda assim: Ela toma banho e mama uma mamadeira de fórmula ( às vezes só um pouco, às vezes tudo…depende do dia) assistindo algo deitada na minha cama. Ficamos por ali por meia hora até os sinais de sono aparecerem e daí ela pede um pouco de peito. Na sequencia ela segue para o berço acordada e lá adormece por volta das 21hs.

Raramente ela dorme batido até a mamada da madrugada, por volta das 4 da manhã. Normalmente ela acorda duas vezes. Nessas vezes Bruno ou eu vamos até o berço, falamos que está de noite e ela volta a dormir sendo ninada no colo ou no berço como já aconteceu em algumas noites abençoadas.

Então, como anda nossa rotina, para que eu ficasse fora por uma noite Bruno teria que travar a batalha da mamada das 4hs, porque essa eu ainda não consegui vencer pois ela não aceita nessa hora outra coisa que não seja peito e acabo sendo derrotada por meu cansaço, costumo carregá-la pra minha cama. Podem imaginar que depois de tantos meses de privação de sono e com os dias corridos, nesse horário eu não respondo por mim, não sei o que é certo, errado e muito menos sou capaz de seguir minhas próprias regras. Não sei nem responder meu nome!

Fui convidada para estar no 3º Seminário Internacional de Mães e mesmo estando muito feliz com as possibilidades e tudo o que esse convite representou profissionalmente eu cogitei me sabotar, arrumar desculpa, rezar por uma gripe ou qualquer coisa que decidisse por mim ficar em casa.

Sabia que teria que passar uma noite fora pois passaria um dia em coletivas de imprensa e na manhã seguinte teria que estar no seminário muito cedo.

Me enchi de coragem, recebi um convite para ir com amigas ( Aninha, Thalita e Marina … se vocês soubessem como foi importante estar com vocês!!! Vocês nem imaginam!) para São Paulo, fui.

PS>: aquela agarrada básica nas pernas da mãe na saída, só pra fazer a pobre sair com a cara inchada de chorar! ai ai ai…

Passei o dia entre amigas e bate papos, falamos sim de filhos mas quer saber? Passei o dia muito bem, desconectada e focada no trabalho e nas conversas leves de quem assim como eu, estava tirando umas horas “OFF” da função de mãe, ironicamente nos bastidores de um seminário para mães.

Ok que eu chorei um pouquinho de saudade enquanto gravávamos um vídeo…ok! Ok que eu não preguei o olho depois que todas dormiram … Ok! Ok que tive medo de saber como havia sido a noite …ok!

Mas olha, todos nós sobrevivemos! Ela acordou muito menos, despertou às 3hs e aceitou uma mamadeira depois de chorar meia hora e entender que eu não estava lá. Mamou e dormiu direto até às 8hs coisa que nunca tinha acontecido. Nada disso nunca tinha acontecido.

Nossa separação foi positiva e merecida!

Mas e aí, Marininha, vai repetir?

Opa…se vou! E ainda vou te deixar alguns conselhos caso esteja passando por isso, caso esteja no mesmo ponto que eu estava, achando que o mundo pára quando não estamos ao lado do bebê.

Vou te deixar alguns conselhos porque sou bem abusada, em uma escapa já estou me sentindo bem livre outra vez! Abri o precedente minha gente! Então, se você está prestes a precisar se separar por uma ou mais noites do seu bebê:

 

  • Converse muito antes do momento com o seu bebê. Explique que ficará longe, que levará o mama – se você também amamenta – e conte exatamente como funcionará, quantos dias serão e com quem ele ficará, fale que confia nessa pessoa que cuidará dele. Bebês entendem absolutamente tudo, pode acreditar!

 

  • Procure estrear nessa situação com amigas, talvez o seu marido não seja a melhor companhia durante essa separação pois vocês possuem o mesmo foco, o bebê que ficou em casa. Além disso pode ser mais fácil pro bebê se separar de um dos pais de cada vez, pode ser só um palpite mas acho que o sucesso veio do fato de o papai ter conversado bastante com ela durante minha ausência.

 

  • Foque no presente. Você saiu de casa gata, não carregue as angustias com você, segura a onda e finja costume de estar só! Aproveite para caprichar na make sem ninguém enroscado nas pernas, para relaxar e aproveitar esses momentos com você mesma.

 

  • Você não estará com o seu bebê então não tente controlar tudo à distancia, deixe e confie nas mãos em que ele ficou. Tá com pai/avó/tios …tá com Deus! Se você não desapegar, vai pirar.

Então…e por falar em deixar nas mãos de quem está cuidando, olha que maravilha que o Bruno conseguiu fazer:

deu chupeta pro bebê que nunca aceitou … e ainda fez essa foto, no corredor de cervejas do supermercado. Olha, pai definitivamente não é mãe não! hehehe

Brincadeiras à parte, todos os meus agradecimentos ao papai maravilhoso que temos em casa, segurou muito bem a barra da casa e dos três. Enfrentou o dia com eles, a madrugada com a pequena e ainda levou e buscou a mais velha na balada. Mesmo me considerando uma supermãe, preciso admitir, ele faz tudo igual ou até melhor do eu!

É isso amores, a vida anda e continua, mesmo quando não estamos lá e voltar pra casa e ser recebida com um abraço, peitos cheios e um ” qué mamá” é maravilhoso! Vamos repetir quando achar que a hora chegou novamente porque se tem uma coisa que aprendi sendo mãe é: Respeito! Não só às escolhas mas também ao tempo de cada um.

 

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