deixe com ele // sobre paternidade

paternidade ativa

fotos: Débora Silveira Fotografia

 

O peso do mundo, as responsabilidades e a rotina, tudo isso fica mais leve quando a gente divide. Parece justo e fácil, mas nem sempre é. Muitas vezes nos sabotamos e acabamos por puxar todo esse peso para as nós mesmas, subindo a ladeira com as responsabilidades nas nossas costas.

A maternidade é um experiência que muda todo o universo de uma mulher desde o início da gravidez. É o corpo dela que irá mudar, será ela que passará por toda a gestação, por toda a mudança hormonal … será que ela que trará uma nova vida ao mundo.

Por mais conectado que seja um pai durante essa experiência não dá pra negar que a nossa ligação, de mãe, com os bebês se inicia muito antes do que a dos pais.
Não se trata aqui de dizer quem “vale” mais para o bebê e sim de constatar que : é fato que é a mãe que tem uma ligação maior com bebê nesse início.
São os meses de gestação, depois a amamentação e os maiores cuidados que geralmente ficam concentrados nas mãos da mãe. Claro que há as situações de exceção mas no geral, é assim que funciona.
Por natureza, muitas mulheres tendem a tomar para si essas responsabilidades e por estarmos no controle acabamos atropelando as investidas dos pais e assim, aos poucos, podemos contribuir para “minar” a conexão entre bebê e o pai.

 

paternidade ativa

 

Não é por mal que o fazemos mas eu mesma sempre acreditei que faço tudo mais rápido e melhor do que meu marido, acho que você deve achar o mesmo. E se por aí é diferente ( wow, ainda bem!) sei que conhece casos como o meu.
Conversando com uma amiga outro dia falávamos justamente sobre isso, como muitas vezes acabamos inconscientemente tirando oportunidades dos pais exercerem as mesmas funções que nós.
É importantíssimo não só para o vínculo entre eles mas também para que o bebê entenda que não é só a mamãe que pode atendê-lo me suas necessidades.
Incentivar que os pais tomem à frente dos cuidados com o novo bebê é benéfico para a família toda pois tira dos ombros da mãe todo o peso, principalmente do início, e isso contribui para diminuir os conflitos dessa fase.
Podemos e devemos incentivar essa ligação.

 

paternidade ativa

paternidade ativa

paternidade ativa

Deixar de lado a perfeição, não palpitar durante a realização dos cuidados, deixar o pai livre e com a total responsabilidade são maneiras ideais para que eles iniciem essa conexão.
Você terá a sensação pelo resto da vida que faz tudo melhor do que o pai do seu filho, pode acreditar em mim, mas vai descobrir que em muitas coisas ele se sairá tão bem quanto você. Não vou dizer que ele se sairá melhor só para mantermos o controle, ok meninas?? kkk

Brincadeiras à parte, deixar os pais serem pais é muito bom para todos e faz com que as tarefas com o bebê ou criança sejam melhor divididas,bem como o tempo para cada um, pai e mãe, pode ser melhor equilibrado o que deixará todo mundo muito mais relaxado e feliz durante esse início e para todas as próximas fases.

Pode ser que você precise se policiar ou dar um empurrãozinho de incentivo, não importa muito. Acredito que os fins justificam sim os meios nesses casos, ninguém é obrigado a nascer sabendo ou ter sido criado para encarar a divisão de tarefa da criação dos filhos de forma mais justa. Seria o ideal? Sim , mas não é o real. Não se culpe se acontecer com você o que com certeza acontece na maioria das vezes: talvez você precise encorajar e depois deixar que as coisas fluam.

 

Pais felizes , crianças  felizes!

Fotos: Débora Silveira Fotografia

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O irmão do Meio

 

irmao do meio

Pequeno demais para ter os privilégios do primogênito e grande  o suficiente para se sentir na obrigação de ceder aos desejos do caçula.

Acompanho a saga que é ser o filho do meio. O irmão do meio. São mesmo mediadores porque necessitam ser e não por terem nascido com essa habilidade. Eles parecem que se acostumam a deixar as coisas pra lá, infelizmente.

Penso muitas vez onde erro com ele, erro muito. Ele não pode acompanhar a Babi em quase nada pois ainda é pequeno ao mesmo tempo precisa ceder, muitas vezes, aos caprichos da Mel, caçula que já aprendeu muito bem onde o calo dele aperta. Ela dita o tempo e tipos de passeios, é difícil cada vez mais casar os interesses.

Confesso que muitas vezes permito sim que ele ceda e isso vem me incomodando com o passar do tempo. Poxa, ele tem o espaço dele! Ele já foi o caçula com privilégios de ser o mais novo e é duro vê-lo perder o posto. Ele cede muito, mas a cada dia tem se posicionado e me chamado a atenção.

irmao do meio

irmao do meio

 

Meu menino, ser recheio de sanduíche das meninas não é fácil! Espero que fique mais simples com o passar dos anos, só sei que agora, é treta seguida de treta! Procuro equilibrar as necessidades, auxiliar nas negociações mas não interfiro o tempo todo.

Ser o irmão do meio não é fácil mesmo e ser mãe de três, esse número ímpar que nem uma matemática mágica faz dar um “par”, é mais complicado ainda.

Vou direcionando cada vez mais o meu radar para as necessidades dele, sensível e carinhoso por natureza, agitado e emburrado pelo mesmo mérito.

Tem meu colo, todo dele, mas já não é mais coisa de “menino grande”, agora reivindica minhas habilidades de defensora, precisa de advogados o tempo todo para provar seus direitos. Theo quer o seu espaço.

Não vou dizer que é fácil mas posso dizer que desde quando notei que esse papo de conflitos do filho do meio não era balela as coisas parecem melhorarem a cada dia. E vão…sei que vão.

#desabafodemãe

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Fiz mas não faria outra vez!

A gente muda, que coisa boa!!

Costumo dizer que a vida é maravilhosa pela oportunidade que temos de sempre aprender coisas novas. Não dá para estacionar no tempo, nas opiniões ou nas práticas.

A gente muda porque o mundo muda. Isso é ótimo!

Todas as mães têm, com toda certeza, uma listinha que coisas que fizeram um dia com os filhos mas que não fariam de novo.

Convidei duas pessoas que têm jeitos de maternar diferentes do meu para falarmos algumas coisas que faríamos diferente. Adorei tanto que já quero repetir a dose!!

Paola do blog Maternidade Colorida e Sabrina do blog Jeitinho de Mãe me inspiram justamente por serem diferentes de mim. Procuro sempre ter no meu círculo de amizades essa “variedade” de amigas, assim a gente pode aprender com os acertos e até com erros, não é?

Adoro essas meninas, são inspiração e ainda por cima são boas de conversa!!

Confira nosso vídeo:

 

Queremos saber de vocês!! O que você mudaria? O que fez e não faria outra vez? O que não fez e faria??

Ah, aproveita para se inscrever nos nossos canais e nos seguir pelo Instagram:

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Ela senta dobrando os joelhos em “W”

 

bebe senta em W

Isso nunca tinha acontecido por aqui, nunca vi nem Babi e nem o Theo sentarem com as perninhas em formato de “W”, pelo menos nunca me chamou a atenção pois deveria ser bem pouco.
Claro que eu já tinha ouvido falar sobre essa posição, coisas boas e ruins. Quando vi Mel pela primeira vez brincando sentadinha nessa posição, dei aquele google pra saber mais.

Confesso que antes eu só conhecia parte “ruim” ou seja, os possíveis perigos envolvidos na repetição do sentar com as perninhas para trás e sobre como isso poderia prejudicar os joelhos e tudo mais.

O que eu nunca havia parado para pensar é em como essa é uma posição natural em se tratando dos bebês que ainda engatinham, por exemplo.

É muito mais fácil de manter o equilíbrio sentar assim, é muito natural, portanto, que seja recorrente que os bebês que engatinham passem a repetir essa maneira de sentar, eles se sentem mais seguros, com mais estabilidade para brincar.

Mas e aí, você deve estar se perguntando, né?
Faz algum mal para as perninhas e coluna do bebê ficar sentado nessa posição?

Como mãe de terceira viagem algumas coisas não me assustam mais mas achei que era importante conversar com a pediatra e pedir auxílio pois é uma praga de herança da nossa família, minha e do Bruno, e claro, os três têm joelho valgo, ou seja, as pernas possuem uma curvatura onde os joelhos se encontram, fazendo um X.

Não tem cura mas há como atenuar o joelho valgo e portanto os mais velhos usam palmilhas especiais. Mel ainda não começou a usar, mas já sabemos que precisará. Dos três, parece que Theo é quem tem o caso mais acentuado.

Bom voltando, o que me foi dito é que é uma postura natural e que pode sim vir a acontecer algumas vezes até o bebê adquirir total equilíbrio e domínio de movimentos, conforme os bebê vão crescendo vão deixando essa posição de lado, sem dramas. Isso é o mais comum de acontecer.

Como a Mel tem sentado bastante assim, já agora aos 2 anos, conversamos sobre os problemas ortopédicos que a posição repetida por muitas vezes e por muito tempo pode causar. Pode haver problemas no desenvolvimento ósseo e no desenvolvimento motor, e como alguns músculos não são requisitados, podem ocasionar até problemas na bacia e da coxa. E como a posição exige pouco do equilíbrio e de controle de tronco, com sua repetição o desenvolvimento dessas áreas pode ser prejudicado.

Nossa pediatra me aconselhou a não chamar a atenção para a posição em si e sempre que eu a ver com os joelhos dobrados a convidar para fazer uma outra coisa, se sentar ao lado dela de uma outra maneira. Tudo de maneira bem lúdica até que ela perca o hábito e assim vamos introduzindo outras maneiras de se sentar e brincar.

Por enquanto estamos assim, eu chamo pra fazer outra coisa, vir pra outro lugar da casa assim ela se levanta e seguimos com as atividades do dia.

Posso falar mais sobre o joelho valgo em uma próxima postagem se vocês se interessarem, ok?? Deixem mensagens por aqui ou pelo Instagram @blogpetitninos.

 

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E o Terrible Two ?

terrible two

Não dá pra negar que essa fase dos dois anos, chamada de terrible two, assusta muito quando a gente escuta as histórias de pais e mães por aí.

O início das chamadas cenas de birras são causadas pela dificuldade das crianças em lidar com suas frustrações e, pelo que observei com meus filhos, a intensidade do “piti” é proporcional ao sono ou cansaço do momento, geralmente.

O que percebi nesse tempo todo é que o que acontece de fato é: quando o bebê já entendeu que é um “ser” que pode demonstrar todos os seus sentimentos, quando ele quer dizer algo somado a alguma situação adversa ( sono, cansaço) ou se ele é contrariado … é daí a coisa pode desandar. Essa combinação pode ser uma bomba comportamental, termo que nem existe, inventei agora! hehe

É um combinação de fatos que precisa acontecer e isso não acontece só aos dois anos de idade. A Mel começou a andar e falar suas primeiras palavras muito cedo (por volta de 10 meses ela já deu seus primeiros passos), penso haver aí uma forte ligação entre esses fatos.

É isso aí, uma hora ou outra vai acontecer com você também, acredite, nenhum pai ou mãe passa pela jornada de criação de filhos sem ter que lidar com essas situações.

Então, por que rotular essa fase de descobertas tão linda que é a dos 24 meses definindo-a apenas como difícil e cheias de birras??

 

terrible twoterrible two terrible two

Já tem um tempo que decidi não rotular nem as crianças e nem as fases delas, acho que fazer isso é condenar uma fase ou outra, é como já colocar uma carga negativa . Agora eu sei que uma fase dessas ” já classificadas” pode chegar muito antes do tempo ou muito mais tarde, ou seja, cada criança é uma e não são definidas pelas fases pelas quais vão passar.

Hoje entendo que os dois anos não são terríveis, muito menos as crianças de dois anos são difíceis. O mundo vai ganhando outra proporção para esses pequenos e eles precisam entender qual o seu papel e como tudo funciona. Aprendi que nem tudo pode ser resumido ao termo “birra”, muitas coisas são simples teste de limites.

Muito semelhante com a adolescência, fase da qual já tive muito medo e que já me vi rotulando muitas vezes também.

Eu não sou psicóloga, não estudei comportamento infantil mas, já passei por tantas coisas com as crianças que hoje acho mais fácil encarar dessa maneira. Facilita para Mel e para mim também, nessa hora com consciência do que ela está vivendo sou capaz de contornar as situações com muito mais empatia do que quando eu acreditava que tudo era birra, culpa dos dois anos.

Não é sempre fácil, não sou a pessoa mais paciente do mundo, mãe iluminada e muito menos cheguei na perfeição mas com toda a certeza agora, no terceiro round do meu maternar sou sim mais preparada para essas situações. Posso ainda me perder no cansaço de alguns dias mas tenho a consciência do caminho a ser tomado.

Nada como o tempo e um pouco de experiência – bate cabeça – para nos fazer ter mais leveza na vida, né? Sinto que esse é o grande presente surpresa do tempo, ele passa rápido demais e, por vezes, o acho cruel mas no final das contas é graças a ele que aprendemos a ser melhores.

Estamos de coração aberto para os dois anos da #GLAMelie.

blogpetitninos

 

 

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